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	<title>Sabado &#187; biblia</title>
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		<title>Um santuário no tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-60" title="templo-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/templo-sabado.jpg" alt="templo-sabado" width="300" height="201" /></p>
<p><strong>A instituição do sábado</strong> – Em Gênesis 2 aparece o relato de como foi instituído esse santuário no tempo: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” Gênesis 2:1-3.</p>
<p>Deus instituiu o sábado através do tríplice ato de descansar, abençoar e santificar. Houvesse Deus apenas descansado, e dúvidas ainda poderia haver quanto à validade desse descanso para as criaturas. Mas o fato de Ele também haver abençoado (transformando em um canal de bênçãos) e santificado (separando para uso sagrado) esse dia confirma a instituição edênica do sábado para a raça humana.</p>
<p>Sakae Kubo declara, em seu livro God Meets Man, que Deus “escolheu um segmento de tempo” para comungar com Suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal, e está em toda parte; (2) porque o tempo é imaterial, apontando além do espaço e da matéria para as coisas espirituais; e (3) porque o tempo é todo-abarcante, jamais oscilando em intensidade.2 São essas características do tempo que permitem que o sábado, como um segmento de tempo, chegue igualmente a todos nós (ricos e pobres, cultos e incultos), unindo-nos em uma só família. Não é isso algo maravilhoso?</p>
<p><strong>Significado do sábado</strong> – Mas o que significa esse santuário de Deus no tempo para nós hoje, que vivemos no início do século XXI? Eu creio que ele nos revela pelo menos seis coisas fundamentais para a nossa existência.</p>
<p>1. O sábado revela o poder criador de Deus. A origem do sábado está diretamente ligada à poderosa atividade criadora de Deus. O texto bíblico nos diz que no sétimo dia da semana da criação Deus instituiu o sábado, descansando, abençoando e santificando esse dia. O quarto mandamento do Decálogo ordena que o sábado deve ser observado “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou.” Êxodo 20:11.</p>
<p>A observância do sábado nos convida, negativamente, a deixar de lado nossos “próprios interesses” (Isaías 58:13) e, positivamente, a voltarmos nossa atenção a Deus e à Sua obra. Essa experiência restaura o verdadeiro relacionamento criatura-Criador.</p>
<p>2. O sábado revela a soberania de Deus. O sábado é uma instituição que reflete claramente a vontade soberana de Deus, pois o Criador não buscou o conselho de Suas criaturas para estabelecer o sábado3, e cada sábado inicia, prossegue e termina com base em um ciclo astronômico estabelecido por Deus, independente da vontade humana. Em contraste, a substituição da observância do sábado pela veneração do domingo, por autoridade eclesiástica humana, foi (e continua sendo) um atentado direto à soberania divina.</p>
<p>Observando o sábado, estamos reconhecendo a soberania de Deus em nossa vida e testificando ao mundo que os caminhos de Deus, apesar de nem sempre serem os mais fáceis, sempre são os melhores. A genuína observância do sábado rompe com o fluxo egocêntrico da vida, levando-nos de volta a uma vida centralizada em Deus.</p>
<p>3. O sábado revela a imparcialidade de Deus. Vivemos hoje em uma sociedade tecnológica, caracterizada pela competitividade e pela discriminação. Na frenética corrida da vida, os mais lentos, os mais pobres e os mais ignorantes são simplesmente deixados para trás. Financeiramente, poucos têm muito e muitos têm pouco ou mesmo nada. No mundo das modernas comunicações, a televisão e a Internet têm exercido o duplo efeito de aproximar os distantes e distanciar os próximos. E a busca incessante de astros humanos tem gerado a constante indagação a respeito de quem é “o maior” e de quem é “o melhor”.</p>
<p>Mas esta não é a maneira como Deus age. Quando Ele escolheu um meio para comungar com o homem, não escolheu algo palpável no espaço, que beneficiasse a alguns, em detrimento de outros. Em Sua imparcialidade, Ele escolheu um segmento de tempo, que estivesse universalmente presente em todas as partes.4 O mesmo Deus que “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mat. 5:45) também concede o Seu sábado a todos igualmente. Assim, a cada semana irrompe o sábado, como um divino equalizador da humanidade, integrando ricos e pobres, cultos e incultos, em uma só família.</p>
<p>4. O sábado revela o respeito divino ao livre-arbítrio humano. É importante notarmos que, a despeito de o sábado ser universalmente disponível, ele não é imposto a ninguém. A realidade é que podemos existir no sábado, sem que o sábado exista para nós. O próprio mandamento “lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8) implica (1) que Deus não impõe a observância do sábado às Suas criaturas; (2) que podemos viver durante o sábado sem santificá-lo; e (3) que a santificação do sábado só ocorre quando existe uma resposta humana voluntária e positiva ao gracioso convite divino.</p>
<p>A verdadeira observância do sábado significa um encontro voluntário entre Deus e o homem, mutuamente comprometidos pelo concerto eterno da graça divina. É somente quando há uma resposta humana de fé à iniciativa divina de comungar com o homem, que o sábado atinge seu verdadeiro propósito.</p>
<p>5. O sábado nos ajuda a restaurar o verdadeiro sentido da vida. Vivemos num mundo povoado por pessoas especialistas e desequilibradas. Na gangorra da existência, alguns enfatizam o aspecto intelectual, em detrimento dos demais. Outros investem todas as suas energias no desenvolvimento físico. Já outros vivem apenas pelo social. E existe ainda os que se excluem do mundo para viver somente em função de uma religião mística.</p>
<p>Mas a observância do sábado afeta integralmente o ser humano em todos os aspectos de sua existência (ver Êxodo 20:8-11; Isaías 58:12-14; Mateus 12:12), ajudando-o a colocar suas prioridades onde elas realmente devem estar: em Deus e nos outros (cf. Mateus 22:36-40).</p>
<p>6. O sábado é um conduto das bênçãos divinas. Há aqueles que alegam que a observância do sábado não passa de uma demonstração de legalismo. Isso pode ocorrer, se alguém pretende alcançar méritos para a salvação através da observância do sábado. Mas a verdadeira observância do sábado é, em realidade, o maior antídoto ao legalismo, pois significa deixar de lado nossos “próprios interesses” (Isaías 58:13) para descansar nos méritos da graça divina e nos alegrar nas obras do nosso Maravilhoso Criador-Redentor.</p>
<p>É interessante notarmos quão profundamente ligado à experiência da salvação está o sábado em Hebreus 4. Nesse capítulo o sábado é visto como “o sinal exterior de uma experiência interior”5 de “estar descansando em Deus (cf. Hebreus 4:10), que vem como resultado de estar sendo salvo pela graça ( 4:16), mediante a fé (4:3).”6 A escritora Ellen White declara que, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando foi dado a Israel o mandamento: ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar’, o Senhor lhes disse também: ‘E ser-Me-eis homens santos.’”7</p>
<p>Portanto, a verdadeira observância do sábado significa desobstruir a vida dos interesses seculares, possibilitando que as bênçãos divinas fluam copiosamente para nós.</p>
<p><strong>As bênçãos do sábado</strong> – Existem pelo menos cinco grandes bênçãos que derivam da verdadeira observância do sábado.</p>
<p>1. Obtemos uma visão mais clara do caráter de Deus. Criado por Deus, o sábado revela o próprio caráter de Deus.</p>
<p>2. Desenvolvemos maior sensibilidade à revelação de Deus na natureza. Instituído na Semana da Criação, o sábado nos lembra a multiforme criação de Deus (animais, aves, peixes, plantas, flores, etc.). Se a natureza foi criada por Deus, como podemos amá-Lo verdadeiramente sem apreciar as obras de Suas mãos?</p>
<p>3. Desenvolvemos a estabilidade existencial que deriva do relacionamento criatura-Criador. A gangorra da vida tende a desestabilizar nossas emoções. Quando somos bem-sucedidos, assumimos muitas vezes uma atitude auto-suficiente. Quando nos saímos mal, frustramo-nos com facilidade. O sábado nos lembra que nossa segurança não está em nossas realizações humanas, mas na dependência do nosso Criador.</p>
<p>4. Aprimoramos o nosso relacionamento social. Rompendo com o nosso egocentrismo natural, o sábado nos convida a viver uma vida alterocêntrica em relação com os demais seres humanos, incluindo familiares, amigos, necessitados, etc. (ver Mateus 12:12).</p>
<p>5. Melhoramos nossa saúde física e mental. Você já pensou alguma vez o que seria da nossa vida sem o sábado? Mesmo não desfrutando das bênçãos espirituais do sábado, o benefício para a saúde física e mental já compensa a sua observância.</p>
<p><strong>Conclusão</strong> – O sábado é, em realidade, o santuário de Deus no tempo; e, como filhos de Deus, somos convidados a adentrar semanalmente esse santuário, “para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Salmo 27:4). Somos instados pelo profeta Isaías a nos tornarmos reparadores “de brechas” e restauradores “de veredas”, testemunhando aos outros das bênçãos que advêm de deixarmos de lado os nossos “próprios interesses” para nos deleitar “no Senhor” (Isaías 58:12-14).</p>
<p>Por que não elevamos aos Céus o nosso pensamento, cada sábado, em louvor ao nosso Grande Criador-Redentor? “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome!” (Salmo 8:1 e 9). “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas&#8230;” (Isaías 40:26). Porque “os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Salmo 19:1). Permitamos que cada sábado seja uma bênção em nossa experiência, restaurando em nós o genuíno espírito de louvor e gratidão a Deus.</p>
<p>Referências</p>
<p>1. Abraham J. Heschel, The Sabbath: Its Meaning for Modern Man (New York: Noonday Press, 1951), pág. 12.</p>
<p>2. Sakae Kubo, God Meets Man: A Theology of the Sabbath and Second Advent (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1978), pág. 24.</p>
<p>3. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 14a ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), págs. 47 e 48.</p>
<p>4. Kubo, págs. 23 e 24.</p>
<p>5. M. L. Andreasen, The Book of Hebrews (Washington, D.C.: Review and Herald, 1948), pág. 173.</p>
<p>6. Alberto R. Timm, “El significado del concepto de descanso en Hebreos 3 y 4”, Theologika (Peru) 10, n0 2 (1995), pág. 222. Ver também: Alberto R. Timm, “O Sábado na Experiência da Salvação”, Revista Adventista, abril de 1985, págs. 11-13.</p>
<p>7. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 17a ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), pág. 283.</p>
<p>Alberto R. Timm, Ph.D., é professor de Teologia do Unasp, Engenheiro Coelho, SP.</p>
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		<title>Um dia para recordar</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em seu cativeiro, os israelitas até certo ponto tinham perdido o conhecimento da lei de Deus, e haviam-se afastado de seus preceitos. O sábado tinha sido geralmente desrespeitado, e as cobranças dos maiorais de tarefas tornaram sua observância aparentemente impossível. Mas Moisés mostrara a seu povo que a obediência a Deus era a primeira condição [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-57" title="lembrar-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/lembrar-sabado.jpg" alt="lembrar-sabado" width="300" height="300" />Em seu cativeiro, os israelitas até certo ponto tinham perdido o conhecimento da lei de Deus, e haviam-se afastado de seus preceitos. O sábado tinha sido geralmente desrespeitado, e as cobranças dos maiorais de tarefas tornaram sua observância aparentemente impossível. Mas Moisés mostrara a seu povo que a obediência a Deus era a primeira condição de livramento; e os esforços feitos para restaurar a observância do sábado vieram a ser notados pelos seus opressores.<em>1</em></p>
<p>Deus prometera ser o seu Deus e tomá-los para Si como um povo após a milagrosa libertação do cativeiro egípcio. O suprimento de provisões começara agora a diminuir. Como se deveria suprir o alimento para aquelas vastas multidões? Dúvidas enchiam o coração deles, e de novo murmuraram. Mesmo os príncipes e anciãos do povo se uniram nas queixas contra aqueles dirigentes que tinham sido designados por Deus.</p>
<p>Não haviam, até aquele momento, sofrido fome; suas necessidades presentes eram supridas, mas temiam pelo futuro.<em>2</em></p>
<p>Deus não Se esquecia das necessidades de Israel. Disse a seu guia: “Eis que vos farei chover pão dos céus.” E foram dadas instruções para que o povo apanhasse uma porção para cada dia, e porção dupla no sexto dia, para que se pudesse manter a sagrada observância do sábado.3<br />
Pela manhã, jazia na superfície do solo “uma coisa miúda, redonda; miúda como a geada”. “Era como semente de coentro branco.” O povo chamou-o maná. Disse Moisés: “Este é o pão que o Senhor vos deu para comer” (Êxodo 16:14, 15 e 31).</p>
<p>Foi-lhes determinado que apanhassem diariamente um gômer [aproximadamente três litros] para cada pessoa; e dele não deveriam deixar para a manhã seguinte. Alguns tentaram guardar uma porção até o dia seguinte, mas achou-se então estar impróprio para alimento.<br />
No sexto dia, o povo colhia dois gômeres para cada pessoa. “Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda até amanhã.” Assim fizeram, e acharam que ficara inalterado. E Moisés disse: “Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá” (Êxodo 16:23, 25 e 26).</p>
<p>Maná – Cada semana, durante sua longa peregrinação no deserto, os israelitas testemunharam um tríplice milagre, destinado a impressionar-lhes o espírito com a santidade do sábado: uma dobrada quantidade de maná caía no sexto dia, nada caía no sétimo, e a porção necessária para o sábado conservava-se fresca e pura, enquanto qualquer quantidade que se deixava de um dia para outro, em outra ocasião, se tornava imprópria para o uso.<em>4</em></p>
<p>Deus queria transformar a ocasião em que falaria a Sua lei numa cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência. O Senhor disse a Moisés: “Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles os seus vestidos; e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o Monte Sinai.” Durante esses dias intermediários, todos deviam ocupar o tempo em preparação solene para comparecer perante Deus.</p>
<p>A preparação fora feita, conforme o mandado; e, em obediência a outra ordem, Moisés determinou que fosse colocado um obstáculo em redor do monte, para que nem homem nem animal pudesse entrar no recinto sagrado. Se algum se arriscasse a tão-somente tocá-lo, o castigo seria a morte instantânea.<br />
Na manhã do terceiro dia, volvendo-se os olhares de todo o povo para o monte, o cimo deste estava coberto de uma nuvem densa, que se tornou mais negra e compacta, descendo até que toda a montanha foi envolta em trevas e terrível mistério. Então se ouviu um som como de trombeta, convocando o povo para encontrar-se com Deus; e Moisés guiou-os ao pé da montanha. Da espessa escuridão faiscavam vívidos relâmpagos, enquanto os ribombos do trovão ecoavam e tornavam a ecoar por entre as montanhas circunvizinhas. “E todo o Monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo, e todo o monte tremia grandemente.” Tão terríveis eram os sinais da presença de Jeová que as hostes de Israel tremeram de medo, e caíram prostradas perante o Senhor.</p>
<p>E então cessaram os trovões; não mais se ouviu a trombeta; a terra ficou calada. Houve um tempo de solene silêncio, e então se ouviu a voz de Deus. Falando da espessa escuridão que O envolvia, estando Ele sobre o monte, rodeado de um acompanhamento de anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei.5<br />
Jeová revelou-Se não somente na terrível majestade de juiz e legislador, mas como um compassivo guarda de Seu povo: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 20). Esse era o que agora falava a Sua lei.<em>6</em></p>
<p>Decálogo – Como símbolo da autoridade de Deus, e incorporação de Sua vontade, foi entregue a Moisés uma cópia do Decálogo gravada pelo dedo do próprio Deus em duas tábuas de pedra (Deuteronômio 9:10; Êxodo 32:15 e 16), para que, de maneira sagrada, fosse colocada no santuário, o qual, depois de construído, deveria ser o centro visível do culto da nação.<em>7</em></p>
<p>A lei não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o benefício dos hebreus. Deus os honrou, fazendo deles os guardas e conservadores de Sua lei, mas esta deveria ser considerada como um depósito sagrado para todo o mundo. Os preceitos do Decálogo são adaptados a toda a humanidade, e foram dados para a instrução e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor.<em>8</em></p>
<p>O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como a memória da obra do Criador. Apontando para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o verdadeiro Deus de todos os falsos deuses. Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, o sábado é o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.<em>9</em></p>
<p>Era propósito do Senhor que pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas se as exigências deste preceito do decálogo fossem postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido e os homens adorariam a outros deuses.<em>10</em></p>
<p>Nenhuma outra das instituições dadas aos judeus tinha o objetivo de distingui-los tão completamente das nações circunvizinhas, como o sábado. Era intenção do Senhor que sua observância os designasse como adoradores Seus. Seria um sinal de sua separação da idolatria, e ligação com o verdadeiro Deus. Mas a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando foi dado a Israel o mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), o Senhor lhes disse também: “E ser-Me-eis homens santos” (Êxodo 22:31). Só assim o sábado poderia distinguir a Israel como os adoradores de Deus.<br />
Quando os judeus se apartaram do Senhor e deixaram de tornar a justiça de Cristo sua pela fé, o sábado perdeu para eles sua significação. Satanás estava procurando exaltar-se e afastar os homens de Cristo, e trabalhou para perverter o sábado, pois é o sinal do poder de Cristo.<em>11</em></p>
<p>Santidade – Numa ocasião, por ordem do Senhor, o profeta se pôs numa das principais entradas da cidade, e aí apelou para a importância da santificação do sábado. Os habitantes de Jerusalém estavam em perigo de perder de vista a santidade do sábado, e foram solenemente advertidos contra o seguir seus interesses seculares nesse dia. “Se diligentemente Me ouvirdes”, o Senhor declarou, “e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele obra alguma, então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, assentados sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém; e esta cidade será para sempre habitada” (Jeremias 17:24 e 25).</p>
<p>Esta promessa de prosperidade como recompensa de obediência foi acompanhada por uma profecia de terríveis juízos que cairiam sobre a cidade, caso seus habitantes fossem desleais a Deus e Sua lei. Se as admoestações para obediência ao Senhor Deus de seus pais e a santificação de Seu dia de sábado não fossem atendidas, a cidade e seus palácios seriam totalmente destruídos pelo fogo. Mas o chamado ao arrependimento e reforma não foi atendido pela grande massa do povo.<em>12</em></p>
<p>“Por isso, o Senhor fez subir contra ele o rei dos caldeus&#8230; Os que escaparam da espada, a esses levou ele para a Babilônia, onde se tornaram seus servos&#8230; até ao tempo do reino da Pérsia; para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias&#8230;” II Crônicas 36:17, 20 e 21. (Ver Jeremias 25:9-12.)</p>
<p>Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, pág. 258.<br />
2. Ibidem, pág. 292.<br />
3. Ibidem, pág. 294.<br />
4. Ibidem, págs. 295 e 296.<br />
5. Ibidem, págs. 303 e 304.<br />
6. Ibidem, pág. 305.<br />
7. Ibidem, pág. 314.<br />
8. Ibidem, pág. 305.<br />
9. Ibidem, pág. 307.<br />
10. Profetas e Reis, pág. 182.<br />
11. O Desejado de Todas as Nações, págs. 283 e 284.<br />
12. Profetas e Reis, págs. 411 e 412.</p>
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		<title>Um dia Feliz</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:40:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas” (Levítico 23:3). Deus Se aproxima de Seu povo durante o dia por Ele abençoado e santificado. Seguindo o exemplo do Criador, deveria o homem repousar neste santo dia, a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-54" title="feliz-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/feliz-sabado.jpg" alt="feliz-sabado" width="300" height="357" />“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas” (Levítico 23:3).</em></p>
<p>Deus Se aproxima de Seu povo durante o dia por Ele abençoado e santificado. Seguindo o exemplo do Criador, deveria o homem repousar neste santo dia, a fim de que, ao olhar para o céu e para a Terra, pudesse refletir na grande obra da criação de Deus; e para que, contemplando as provas da sabedoria e bondade de Deus, seu coração pudesse encher-se de amor e reverência para com o Criador.<em>1</em></p>
<p><strong>Como se preparar</strong> – Durante toda a semana nos cumpre ter em mente o sábado e fazer a preparação indispensável, a fim de observá-lo conforme o mandamento. Não devemos observá-lo simplesmente como objeto de lei. Devemos compreender suas relações espirituais com todos os negócios da vida.<em>2</em> A oração diária dos que observam o sábado deve ser no sentido de que a santidade do sábado permaneça com eles.</p>
<p>Quando o sábado é desta forma lembrado, as coisas temporais não influirão sobre o exercício espiritual de modo a prejudicá-lo. Nenhum serviço relacionado com os seis dias de trabalho será deixado para o sábado.<em>3</em> Ninguém deve se absorver tanto durante a semana com as coisas temporais e ficar tão exausto devido aos esforços para conseguir o ganho terreno, que no sábado não tenha forças ou energias para empregar no serviço do Senhor.<em>4</em></p>
<p>Embora a preparação para o sábado deva prosseguir durante toda a semana, a sexta-feira é o dia por excelência da preparação. (Ver Êxodo 16:23; Lucas 23:50-56.) <em>5</em></p>
<p>Nesse dia [dia de preparação] todas as divergências existentes entre irmãos, tanto na família como na igreja, devem ser removidas.<em> 6</em></p>
<p>Antes de começar o sábado, tanto a mente como o físico devem desembaraçar-se de todos os negócios seculares. Diz Deus: “Aos que Me honram, honrarei” (I Samuel 2:30).7 Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. Lembrai-vos de que cada minuto é tempo sagrado. <em>8</em></p>
<p>O trabalho que é negligenciado até o início do sábado, deve ficar por ser feito até que haja passado este dia.<em>9</em></p>
<p>Como começar o dia de Deus – Antes do pôr-do-sol, vocês devem pôr de lado todo o trabalho secular;<em>10</em> todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. (Ver Levítico 23:32; Marcos 1:32.)<em>11</em></p>
<p>Como observá-lo – “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (Salmo 122:1).</p>
<p>“Aleluia! De todo o coração renderei graças ao Senhor, na companhia dos justos e na assembléia” (Salmo 111:1).</p>
<p>“Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7).</p>
<p>Cada qual deve sentir que tem uma parte para desempenhar, a fim de tornar interessantes as reuniões de sábado. Não se reúnam simplesmente para preencher uma formalidade, e sim para trocar idéias, relatar a experiência diária, oferecer ações de graça e exprimir sincero desejo de ser iluminados para conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou.<em>12 </em><br />
Ao transpor as portas da casa de Deus, peçam ao Senhor que lhes afaste do coração tudo que é mau. Introduzam em Sua casa somente o que Ele possa abençoar.<em>13</em><br />
Tanto em casa como na igreja, cumpre-nos manifestar espírito de adoração [durante o sábado].</p>
<p>Todo o Céu celebra o sábado, mas não de maneira ociosa e negligente. Nesse dia todas as energias da alma devem estar despertas; pois não temos que encontrar-nos com Deus e com Cristo, nosso Salvador? Podemos contemplá-Lo pela fé. Ele está desejoso de refrigerar e abençoar cada alma.<em>14</em></p>
<p>As necessidades da vida devem ser atendidas, os doentes devem ser cuidados e supridas as necessidades dos carentes.<em>15</em></p>
<p>Não será tido por inocente o que negligencia aliviar o sofrimento no sábado. O santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro qualquer dia.<em>16 </em></p>
<p>[Jesus] Continuou a demonstrar que Sua obra de cura, em Betesda, estava em harmonia com a lei do sábado.<em>17</em> (Ver Lucas 6:1-10.)</p>
<p>“Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mateus 12:12).<br />
A Escola Sabatina e o culto de pregação ocupam apenas uma parte do sábado. O tempo restante poderá ser passado em casa e ser o mais precioso e sagrado que o sábado proporciona. Boa parte desse tempo deverão os pais passar com os filhos. Quando faz bom tempo, deverão os pais sair com os filhos a passeio pelos campos e matas. Em meio às belas coisas da natureza, expliquem-lhes a razão da instituição do sábado. Descrevam-lhes a grande obra da criação de Deus. Contem-lhes que a Terra, quando Ele a fez, era bela e sem pecado. Mostrem-lhes que foi o pecado que manchou essa obra perfeita. Façam-lhes notar, também, que, apesar da maldição do pecado, a Terra ainda revela a bondade divina.<br />
Falem a eles do plano da salvação. Apresentem-lhes como Jesus foi filho obediente aos pais, como foi jovem fiel e diligente, ajudando a prover o sustento da família. De quando em quando, leiam para eles as interessantes histórias contidas na Bíblia. Perguntem-lhes sobre o que aprenderam na Escola Sabatina, e estudem com eles a lição do sábado seguinte.<em>18</em><br />
Ao pôr-do-sol, elevem a voz em oração e cânticos de louvor a Deus, celebrando o findar do sábado e pedindo a assistência do Senhor para os cuidados da nova semana.<em>19</em></p>
<p>Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, pág. 47.<br />
2. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 20.<br />
3. Ibidem, pág. 21.<br />
4. Orientação da Criança, pág. 530.<br />
5. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 21.<br />
6. Ibidem, pág. 22.<br />
7. Ibidem, pág. 23.<br />
8. Ibidem, pág. 22.<br />
9. Patriarcas e Profetas, pág. 296.<br />
10. Orientação da Criança, pág. 528.<br />
11. Ibidem, pág. 529.<br />
12. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 28.<br />
13. Ibidem, pág. 29.<br />
14. Ibidem, pág. 28.<br />
15. Vida de Jesus, pág. 74.<br />
16. O Desejado de Todas as Nações, pág. 207.<br />
17. Ibidem, pág. 456.<br />
18. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 24 e 25.<br />
19. Ibidem, pág. 25.</p>
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		<title>Tempo de curar</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:38:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes nos sentimos ansiosos, obcecados pelas posses e pelo poder. Esta é uma enfermidade do espírito. E precisamos de cura. por Fritz Guy Para refletirmos sobre o valor e o sentido do sábado, o melhor é começar no tempo do ministério de Jesus. Analisaremos seis incidentes relacionados com o sábado, no ministério terrestre de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Muitas vezes nos sentimos ansiosos, obcecados pelas posses e pelo poder. Esta é uma enfermidade do espírito. E precisamos de cura.</strong></p>
<p>por Fritz Guy</p>
<p>Para refletirmos sobre o valor e o sentido do sábado, o melhor é começar no tempo do ministério de Jesus. Analisaremos seis incidentes relacionados com o sábado, no ministério terrestre de Cristo, e então, tentaremos mostrar como o sábado pode contribuir para a cura de algumas de nossas mais obstinadas mazelas espirituais.</p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-51" title="sabado-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/sabado-sabado.jpg" alt="sabado-sabado" width="286" height="341" />Seis incidentes – todos no sábado</strong><br />
1. O homem da mão ressequida. Em uma sinagoga surgiu a questão: “É lícito curar no sábado?” Jesus respondeu: “Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado esta cair numa cova, não fará todo esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha?”<em>1</em><br />
2. A mulher encurvada por dezoito anos. Enquanto ensinava na sinagoga em outra ocasião, Jesus curou uma mulher que por 18 anos não conseguia andar ereta. O líder da sinagoga, indignado, disse ao povo: “Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde pois nesses dias para serdes curados, e não no sábado.”<em>2</em><br />
3. Um homem com inchaço. Jesus foi convidado a comer em casa de um importante fariseu em dia de sábado, e notou a presença de um homem hidrópico. Perguntou, então aos mestres das Escrituras e aos demais, se era lícito, ou não, curar no sábado. Então, mais uma vez perguntou: “Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?”<em>3</em><br />
4. Um homem paralítico por trinta e oito anos. No tanque de Betesda, em Jerusalém, Jesus disse a um homem doente: “Levanta-te, toma o teu leito e anda.” Ao obedecer, o homem foi interpelado por pessoas que diziam estar ele desobedecendo às exigências do Torah ao carregar seu leito em dia de sábado.<em>4</em><br />
5. Um homem cego de nascença. Quando um homem que havia sido cego desde seu nascimento, foi inquirido acerca de sua repentina cura, respondeu que Jesus havia feito barro e havia colocado esse barro sobre seus olhos, ordenando que fosse lavá-los no tanque de Siloé. Então, alguns fariseus disseram: “Esse Homem não é de Deus, porque não guarda o sábado.”<em>5</em><br />
Fica claro que Jesus considera o sábado como um dia de cura.6 Cuidar dos enfermos, tanto no físico quanto no espírito, é, em princípio, uma boa maneira de observar o sábado, uma boa maneira de usar o sagrado tempo do sábado.<br />
<em>6</em>. “Certo sábado, Jesus estava atravessando um campo de trigo, e Seus discípulos começaram a catar grãos para comer. Alguns fariseus disseram a Jesus: “Vê! por que fazem o que não é lícito aos sábados?<br />
“Mas Ele lhes respondeu: Nunca leste o que fez Davi, quando se viu em necessidade, e teve fome, ele e os seus companheiros?<br />
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também do sábado.”<em>7</em><br />
Dentre os ensinamentos de Jesus, quanto se saiba, esta foi a coisa mais importante que Ele falou acerca do sábado: “O Filho do homem é Senhor também do sábado.” O sábado não é só um período de tempo para curar a outros, mas, também, para experimentarmos nossa própria cura. Na verdade o sábado pode curar algumas de nossas mais obstinadas mazelas espirituais.</p>
<p><strong>Coisas que nos esmagam</strong> – Entre as enfermidades do espírito que mais nos assediam, estão a ansiedade e a obsessão. Menciono estas duas, porque, na maior parte do tempo, elas são como os dois lados de uma mesma moeda: nossas obsessões são a desventurada expressão de nossas ansiedades.<br />
Eis aqui quatro enfermidades comuns:<br />
• Ficamos ansiosos por obter posses, e obcecados por adquiri-las. Parece que nunca temos o suficiente, então continuamos comprando e acumulando coisas. Temos que admitir que queremos viver tão bem quanto possível, e nos preocupamos com as cotações do mercado de valores.<br />
Às vezes chamamos isto de “materialismo”, sendo que na verdade isto não passa de “consumismo”. Quando nos sentimos mal, animamo-nos comprando alguma coisa; quando nos sentimos bem, comemoramos comprando alguma coisa. E nesse negócio, podemos estar certos de que nossa cultura nos oferece o máximo de encorajamento. Um norte-americano típico preferiria comprar a partilhar.<br />
• Ficamos ansiosos acerca de nosso desempenho, e obcecados por realizações. Preocupamo-nos com nossa produtividade e realizações. Avaliamos o desempenho uns dos outros e nos preocupamos com nosso próprio desempenho – profissional, espiritual e até mesmo sexual.<br />
A ansiedade gerada pelo desempenho está em todos os lugares: Como estamos nos saindo? Será que estamos nos saindo suficientemente bem? Estamos nos esforçando o suficiente? Trabalhamos com o necessário dinamismo? O que poderíamos estar fazendo que ainda não estamos fazendo?<br />
• Ficamos ansiosos acerca de nossa posição e obcecados por nossa imagem. Preocupamo-nos com o que os outros pensam de nós, e o que pensam ou possam pensar motiva, em grande parte, o que fazemos. Uma vez ou outra, todos nós já perguntamos: “O que é que o vizinho vai pensar?” ou, “o que é que os membros da igreja vão pensar?” ou, “o que é que meus colegas vão pensar?”<br />
Até certo ponto, é claro, isto é saudável, pois a preocupação com nossa imagem estimula o bom comportamento que poderia não ocorrer em outras circunstâncias. Lembro-me de que, quando eu era criança, minha mãe costumava mandar que deixássemos a casa arrumada antes de ir para a cama. Ela dizia: “Se de repente a casa pegar fogo e os bombeiros tiverem que entrar, não quero que pensem que sou uma dona de casa desordeira.”<br />
Muitas pessoas têm uma consciência exagerada acerca de sua imagem, e isto é nocivo. Em grande parte nossa desonestidade diária é motivada pelo desejo de proteger uma imagem. Alguém está atrasado para um compromisso e culpa o trânsito quando, na verdade, dormiu demais. Um jovem advogado de uma grande empresa em Los Angeles contou-me que seus colegas de trabalho com freqüência trabalham muitas horas além das determinadas pelo empregador, não porque precisem (ou queiram) ganhar mais dinheiro, mas porque precisam (e querem) parecer importantes. Em casos extremos, pessoas que não conseguem aceitar a perda do status, ou uma imagem deslustrada, tentam escapar da situação cometendo suicídio.<br />
• Ficamos ansiosos acerca de nossa autoridade e obcecados pelo controle. Não queremos apenas controlar nossa própria vida; queremos, também, numa ilusão extravagante, controlar a vida de outros. Às vezes, é claro, os pais precisam exercer autoridade. Todo pai, alguma vez já disse, zangado: “Porque eu mandei! Por isso!” Pode ser que não seja possível fazer uma criança de cinco anos entender por que chegou a hora de ir para a cama.<br />
Mas, com uma freqüência exagerada – na família, em instituições, no governo – “Porque eu mandei” parece ser a única razão. Quando manter a autoridade e o controle passa a ser a razão principal para se fazer ou dizer alguma coisa, é hora de repensar nossos valores.<br />
Quantas guerras – nacionais, eclesiásticas, e institucionais – são travadas devido a controvérsias sobre autoridade e controle! A vida em comunidade nunca é simples, e tenho observado que a maior parte das batalhas teológicas se complicam devido a questões de autoridade.</p>
<p><strong>A cura</strong> – O sábado oferece a possibilidade de cura para todas essas enfermidades do espírito.<br />
• Para nossa ansiedade acerca das posses e nossa obsessão por adquiri-las, o sábado é um período em que coisas passam a ter menos importância. O tempo do sábado nos liberta do objetivo de ganhar dinheiro para pagar coisas – coisas feitas de tijolos e estuque, coisas de seda e lã, coisas movidas a cavalos de força. O sábado é um tempo em que não temos que nos preocupar com o pagamento de contas, com a lavagem do carro, com as compras de supermercado, com a limpeza dos arredores da casa, ou com a limpeza do interior da casa.<br />
O sábado é um tempo para os relacionamentos essenciais que fazem de nós aquilo que somos – relacionamento com Deus, com a família e amigos, com toda a família humana, e com toda a obra da criação. Esses relacionamentos promovem nossa identidade e dão verdadeiro significado à nossa vida.<br />
• Para a ansiedade acerca do nosso desempenho, e para a obsessão pelas realizações, o tempo do sábado é tempo para desfrutarmos da espiritualidade. Não é, primariamente, um tempo para fazer, mas para ser. A palavra “sábado” é a forma aportuguesada da palavra hebraica shabbat, que está relacionada com um verbo que significa parar, cessar, desistir – deixar de fazer.<br />
• Na história da criação, o sábado de Deus surgiu quando Ele completou Seu trabalho. E isto não dá a idéia de que Ele estivesse precisando Se recuperar, mas de que Deus ficou satisfeito e queria comemorar. O sábado de Deus foi um período usado para vivenciar e desfrutar, apreciar e confirmar o resultado da divina criação.<br />
Para nós, o sábado é um tempo durante o qual recordamos, confirmamos e desfrutamos do significado de sermos seres humanos, criados à imagem de Deus. É um tempo que me leva a recordar e desfrutar o fato de que o significado da minha vida não depende do quanto consigo realizar ou adquirir, ou produzir; nem da maneira como desempenho meu papel de professor e erudito, ou de esposo e pai. O sábado é um tempo não para fazer, mas para ser; um tempo para relembrar que não sou um fazedor humano, mas um ser humano. O sábado é um tempo para se apreciar a realidade que Deus criou, para se descobrir, por experiência, sua beleza e variedade, sua delicadeza e seu poder. É um tempo para se desfrutar a virtude da existência, e do fato de sermos seres humanos – parte de uma família de parentes, amigos e companheiros, pertencentes a uma comunidade de fé.<br />
Esse tipo de vivência é verdadeiramente curativo. É como disse Abraham Heschel mais de um século atrás: “Uma oportunidade para emendar nossa vida esfarrapada.”<em>8</em><br />
• Para a ansiedade acerca de nossa posição e obsessão com nossa imagem, o sábado é um período durante o qual temos a oportunidade de relembrar que o significado da vida vem do relacionamento de Deus conosco. Deus nos ama e nos considera parte da família, e, no sábado nos lembramos de que somos um fim e não um meio, que nossa existência é um presente de Deus para nós e para outros. O sábado nos faz lembrar e reafirmar os valores fundamentais que determinam a qualidade de nossa vida.<br />
Isto também promove cura. Tomando emprestada outra metáfora de Heschel, o sábado nos tira da lama de nossa existência.<em>9</em><br />
• Para a ansiedade acerca de nossa autoridade e obsessão pelo controle, o sábado é um período separado para a gratidão. Como diz um dos meus amigos, o sábado nos faz lembrar que nós mesmos somos o próprio presente de Deus, e não pessoas que se fazem a si mesmas. Nós não criamos a nós mesmos. Não somos deuses; somos criaturas. Alguém teve que trocar nossas fraldas, e limpar nossa baba. Tivemos que ser carregados de um lado para outro. Éramos criaturas totalmente indefesas.<br />
A consciência deste fato tira muitos fardos de nossos ombros – o fardo da perfeição, do controle, de brincar de deus (para nós mesmos e para outros). Isto também nos ajuda a ser um pouco mais humildes. E você conhece o ditado – não existe humilhação para o humilde. Portanto, ficamos livres de algumas das dores que a vida traz, e isto promove paz e cura interior.<br />
O sábado é um período em que podemos valorizar as ricas bênçãos que recebemos na vida. Quando paramos para pensar nas inúmeras graças que temos recebido, é mais difícil nos preocuparmos com o fato de termos, ou não, autoridade.<br />
Portanto, o sábado é um tempo para nos ocuparmos com os relacionamentos que fazem de nós o que somos; tempo para apreciar a alegria de sermos seres humanos no mundo de Deus; tempo para reafirmar os valores que determinam a qualidade moral de nossa vida; tempo para agradecer a Deus todos os presentes que Ele nos dá.<br />
Não resta dúvida de que o sábado é um tempo para cura – cura de outros e nossa própria.</p>
<p>Referências:<br />
1. Ver Mat. 12:9-14; Mar. 3:1-6; Luc. 6:6-11.<br />
2. Ver Luc. 13:10-17.<br />
3. Ver Luc. 14:1-6.<br />
4. Ver João 5:2-18.<br />
5. Ver João 9:1-17.<br />
6. John C. Brunt, A Day for Healing: The Meaning of Jesus&#8217; Sabbath Miracles (Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1981).<br />
7. Ver Mar. 2:23-28.<br />
8. Abraham Joshua Heschel, The Sabbath: Its Meaning for Modern Man (New York: Farrar Straus, 1952), pág. 18.<br />
9. Ibidem, pág. 29.</p>
<p>Fritz Guy é professor de Teologia e Filosofia na Universidade de La Sierra, Riverside, Califórnia, EUA.</p>
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		<title>Estresse e descanso</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:33:59 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-44" title="stress-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/stress-sabado.jpg" alt="stress-sabado" width="225" height="300" />O estresse foi chamado de “mal do século” pela Organização das Nações Unidas (ONU), em seu relatório geral de 1992. E esse nome continua sendo apropriado para o século vinte e um, pois vivemos numa época de mudanças cada vez mais profundas e freqüentes.</p>
<p>Vladimir Bernik, médico psiquiatra e coordenador da Clínica de Estresse de São Paulo, revela: “Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossa vida tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más.” Segundo ele, o estresse ocorre “de forma variável, dependendo da intensidade do evento da mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge – o índice máximo na escala de estresse – até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias”.</p>
<p><strong>Conseqüências</strong> – Esse mal moderno, de acordo com Marilda Novaes Lipp, psicóloga especializada em estresse, pela PUC de Campinas, pode causar envelhecimento precoce, obesidade, anemia e baixa imunidade. Num espectro mais amplo, os sinais físicos mais comuns são: aumento da freqüência cardíaca, tensão muscular, palidez, alteração do sono, alterações digestivas, alteração da função sexual, dermatoses, mudança de peso, quadros alérgicos, baixa resistência a infecções e queda de cabelo. Sinais psicológicos: depressão, sensação de incompetência, desmotivação, tendência a se sentir perseguido, tendência para o autoritarismo, isolamento e introspecção, queda da capacidade de concentração, etc.</p>
<p>Por tudo isso, não é exagero chamar o estresse de “assassino silencioso”. Mas o médico e psicólogo Gary Calhoun afirma que o estresse é o “tempero da vida”. Estaria ele equivocado? Não. Na verdade, o estresse não é um mal em si. E alguns até sugerem: “Sinta-se exigido e agitado, mas não esmagado.” Quando, porém, as pessoas têm dificuldade para se adaptar a novas circunstâncias, o estresse torna-se negativo. Seja como for, todos nós enfrentamos diariamente as pressões da vida, tanto no ambiente familiar quanto no trabalho.</p>
<p><strong>Existe saída</strong> – Quando os tentáculos do estresse nos envolvem, experimentamos uma sensação de incapacidade. Ficamos paralisados. As coisas não andam. Nossos projetos e metas nos esmagam. Passamos a fazer parte da multidão dos que choram, quando deveríamos estar vendendo lenços&#8230; Em situações dessa natureza, desejamos um período de folga, uma trégua. Procuramos, ansiosamente, uma válvula de escape. Mas nem sempre somos bem-sucedidos, pois levamos todas as pressões psicológicas para nossos supostos momentos de trégua.</p>
<p>Como somos estúpidos! Toda semana temos um dia de folga, mas não sabemos aproveitá-lo para descarregar as pressões que nos esmagam. Além de levarmos os problemas para esse espaço de tempo, não descansamos coisa nenhuma. E assim, nesse ritmo “fórmula um” da vida moderna, criamos outras situações de tensão e ansiedade. Parece que somos movidos a adrenalina. Que sufoco!<br />
Pensemos, porém, na solução. O ciclo semanal, de acordo com os estudiosos, é uma das coisas mais preciosas que temos ao nosso alcance. Após seis dias de trabalho, temos um dia para relaxamento, descontração, prazer e alegria. Nossa máquina mental e física, exausta e aos pedaços, clama por uma adequada reparação. Mas, quase sempre, nos iludimos com paliativos, pois nos estressamos exatamente com aquilo que deveria ser o nosso lazer, nosso meio de escape e nossa restauração.</p>
<p><strong>Recuperando a máquina</strong> – A totalidade do ser humano é expressa na dimensão corpo/ alma/espírito. Quando qualquer uma dessas partes é prejudicada, as demais sofrem. Por isso, o processo de recuperação deve contemplar a totalidade do ser.<br />
Na Criação, Deus estabeleceu o ciclo semanal para que o homem pudesse reabastecer-se de novas energias. O Criador da máquina sabia o que estava fazendo. À semelhança de um fabricante de carros, conhecia e conhece os limites do ser que havia criado. Por isso, Ele separou um dia em que pudéssemos jogar para escanteio todas as nossas preocupações e ansiedades. E Deus não somente separou um dia de trégua, mas nos deixou conselhos que os psicólogos não podem contestar, e que valem para todos os dias e momentos. Dois exemplos apenas: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Provérbios 17:22). “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34).</p>
<p>Na linha do tempo, há um imprescindível ciclo de sete dias. E no final de cada ciclo, uma pausa milagrosa, uma pausa que refresca e restaura.</p>
<p>O assunto desta revista fala sobre essa pausa de que todos nós necessitamos: um dia sem estresse!</p>
<p>Continue lendo. Você e sua família merecem uma vida melhor. Com qualidade total.</p>
<p>Rubens S. Lessa é teólogo e jornalista.</p>
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		<title>O sábado através dos séculos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:30:48 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-41" title="relogio-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/relogio-sabado.jpg" alt="relogio-sabado" width="300" height="200" />“Quase todas as igrejas no mundo celebram os sagrados mistérios [da Ceia do Senhor] no sábado de cada semana.” Socrates Scholasticus, Eccl. History<br />
“Então a semente espiritual de Abraão [os cristãos] fugiram para Pela, do outro lado do rio Jordão, onde encontraram um lugar de refúgio seguro, e assim puderam servir a seu Mestre e guardar o Seu sábado.” Eusebius’s Ecclesiastical History<br />
Filo, filósofo e historiador, afirma que o sábado correspondia ao sétimo dia da semana.</p>
<p><strong>SÉCULO II<br />
</strong>“Os cristãos primitivos tinham grande veneração pelo sábado, e dedicavam o dia para devoção e sermões. &#8230; Eles receberam essa prática dos apóstolos, conforme vários escritos para esse fim.” D. T. H. Morer (Church of England), Dialogues on the Lord’s Day, Londres, 1701</p>
<p><strong>SÉCULOS II, III, IV<br />
</strong>“Desde o tempo dos apóstolos até o Concílio de Laodicéia [364 d.C.), a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovado por muitos autores, não obstante o voto contrário do concílio.” John Ley, Sunday A Sabbath, Londres, 1640</p>
<p><strong>SÉCULO III<br />
</strong>“Pelo ano 225 d.C., havia várias dioceses ou associações da Igreja Oriental, que guardavam o sábado, desde a Palestina até a Índia.” Mingana Early Spread of Christianity</p>
<p><strong>SÉCULO IV<br />
</strong>“Na igreja de Milão (Itália), o sábado era tido em alta consideração. Não que as igrejas do Oriente ou qualquer outra das restantes que observavam esse dia, fossem inclinadas ao judaísmo, mas elas se reuniam no sábado para adorar a Jesus, o Senhor do sábado.” Dr. Peter Heylyn, History of the Sabbath, Londres, 1636<br />
“Por mais de 17 séculos a Igreja da Abissínia continuou a santificar o sábado como o dia sagrado do quarto mandamento.” Ambrósio de Morbius<br />
“Ambrósio, famoso bispo de Milão, disse que quando ele estava em Milão, guardou o sábado, mas quando passou a morar em Roma, observou o domingo. Isso deu origem ao provérbio: ‘Quando você está em Roma, faça como Roma faz.’” Heylyn, History of the Sabbath<br />
Pérsia 335-375 d.C. Eles [os cristãos] desprezam nosso deus do Sol.<br />
“Eles [os cristãos] desprezam nosso deus do Sol. Zoroastro, o venerado fundador de nossas crenças divinas, não instituiu o domingo mil anos antes em honra ao Sol cancelando o sábado do Antigo Testamento? Os cristãos, contudo, realizam suas cerimônias religiosas no sábado.” O’Leary, The Syriac Church and Fathers</p>
<p><strong>SÉCULO V<br />
</strong>“Agostinho [cujo testemunho é mais incisivo pelo fato de ter sido um devotado observador do domingo] mostra&#8230; que o sábado era observado em seus dias ‘na maior parte do mundo cristão’.” Nicene and Post-Nicene Fathers, série 1, vol. 1, págs. 353 e 354<br />
“No quinto século a observância do sábado judaico persistia na igreja cristã.” Lyman Coleman, Ancient Christianity Exemplified, pág. 526</p>
<p><strong>SÉCULO VI<br />
</strong>“Neste último exemplo, eles [a Igreja da Escócia] parecem ter seguido o costume do qual encontramos vestígios na primitiva igreja monástica da Irlanda, ou seja, afirmavam que o sábado era o sétimo dia no qual descansavam de todas as atividades.” W. T. Skene, Adamnan’s Life of St. Columba, 1874, pág. 96<br />
Sobre Columba de Iona: “Tendo trabalhado na Escócia por trinta e quatro anos, ele predisse clara e abertamente sua morte, e no dia 9 de junho, um sábado, disse a seu discípulo Diermit: ‘Este é o dia chamado sábado, isto é, o dia de descanso, e como tal será para mim, pois ele colocará um fim aos meus labores’.” Butler’s Lives of the Saints, artigo sobre “St. Columba”</p>
<p><strong>SÉCULO VII<br />
</strong>“Parece que, nas igrejas célticas primitivas, era costume, tanto na Irlanda quanto na Escócia, guardar o sábado&#8230; como um dia de descanso. Eles obedeciam literalmente ao quarto mandamento no sétimo dia da semana.” Jas. C. Moffatt, The Church in Scotland<br />
Disse Gregório I, Papa de Roma (590-604): “Cidadãos romanos: Chegou a meu conhecimento que certos homens de espírito perverso têm disseminado entre vós coisas depravadas e contrárias à fé cristã, proibindo que nada seja feito no dia de sábado. Como eu deveria chamá-los senão de pregadores do anticristo?”</p>
<p><strong>SÉCULO VIII<br />
</strong>Índia, China, Pérsia, etc. “Abrangente e persistente foi a observância do sábado entre os crentes da Igreja Oriental e dos Cristãos de São Tomás da Índia, que jamais estiveram ligados a Roma. O mesmo costume foi mantido entre as congregações que se separaram de Roma após o Concílio de Calcedônia, como por exemplo, os abissínios, jacobitas, marionitas e armênios.” New Achaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, artigo intitulado “Nestorians”</p>
<p><strong>SÉCULO IX<br />
</strong>“O papa Nicolau I, no nono século, enviou ao príncipe governante da Bulgária um extenso documento dizendo que se devia cessar o trabalho no domingo, mas não no sábado. O líder da Igreja Grega, ofendido pela interferência do papado, declarou o papa excomungado.” B. G. Wilkinson, Ph.D., The Truth Triumphant, pág. 232</p>
<p><strong>SÉCULO X<br />
</strong>“Os seguidores de Nestor não comem porco e guardam o sábado. Não crêem em confissão auricular nem no purgatório.” New Schaff-Herzog Encyclopedia, artigo “Nestorians”</p>
<p><strong>SÉCULO XI<br />
</strong>“Margaret da Escócia, em 1060, tentou arruinar os descendentes espirituais de Columba, opondo-se aos que observavam o sábado do sétimo dia em vez de o domingo.” Relatado por T. R. Barnett, Margaret of Scotland, Queen and Saint, pág. 97</p>
<p><strong>SÉCULO XII<br />
</strong>“Há vestígios de observadores do sábado no século doze, na Lombárdia.” Strong’s Encyclopedia<br />
Sobre os valdenses, em 1120: “A observância do sábado&#8230; é uma fonte de alegria.” Blair, History of the Waldenses, vol.1, pág. 220<br />
França: “Por vinte anos Pedro de Bruys agitou o sul da França. Ele enfatizava especialmente um dia de adoração reconhecido na época entre as igrejas celtas das ilhas britânicas, entre os seguidores de Paulo, e na Igreja Oriental, isto é, o sábado do quarto mandamento.” Coltheart, pág. 18</p>
<p><strong>SÉCULO XIII<br />
</strong>“Contra os observadores do sábado, Concílio de Toulouse, 1229: Canon 3: Os senhores dos diversos distritos devem procurar diligentemente as vilas, casas e matas, para destruir os lugares que servem de refúgio. Canon 4: Aos leigos não é permitido adquirir os livros tanto do Antigo quanto do Novo Testamentos.” Hefele</p>
<p><strong>SÉCULO XIV<br />
</strong>“Em 1310, duzentos anos antes das teses de Lutero, os irmãos boêmios constituíam um quarto da população da Boêmia, e estavam em contato com os valdenses, que havia em grande número na Áustria, Lombárdia, Boêmia, norte da Alemanha, Turíngia, Brandenburgo e Morávia. Erasmo enfatizava que os valdenses da Boêmia guardavam o sétimo dia (sábado) de uma maneira estrita.” Robert Cox, The Literature of the Sabbath Question, vol. 2, págs. 201 e 202</p>
<p><strong>SÉCULO XV<br />
</strong>“Erasmo dá testemunho de que por volta do ano 1500 os boêmios não apenas guardavam estritamente o sábado, mas eram também chamados de sabatistas.” R. Cox, op. cit.<br />
Concílio Católico realizado em Bergen, Noruega, em 1435: “Estamos cientes de que algumas pessoas em diferentes partes de nosso reino adotam e observam o sábado. A todos é terminantemente proibido – no cânon da santa igreja – observar dias santos, exceto os que o papa, arcebispos e bispos ordenam. A observância do sábado não deve ser permitida, sob nenhuma circunstância, de agora em diante, além do que o cânon da igreja ordena. Assim, aconselhamos a todos os amigos de Deus na Noruega que desejam ser obedientes à santa igreja, a deixar de lado a observância do sábado; e os demais proibimos sob pena de severo castigo da igreja por guardarem o sábado como dia santo.” Dip. Norveg., 7, 397</p>
<p><strong>SÉCULO XVI<br />
</strong>Noruega, 1544: “Alguns de vocês, em oposição à advertência, guardam o sábado. Vocês devem ser severamente punidos. Quem for visto guardando o sábado, pagará uma multa de dez marcos.” Krag e Stephanius, History of King Christian III<br />
Liechtenstein: “Os sabatistas ensinam que o dia de repouso, o sábado, ainda deve ser guardado. Dizem que o domingo [como dia semanal de descanso] é uma invenção do papa.” Wolfgang Capito, Refutation of the Sabbath, c. de 1590<br />
Índia: “Francisco Xavier, famoso jesuíta, chamado para a inquisição que foi preparada em Goa, Índia, em 1560, para verificar ‘a maldade judaica, a observância do sábado’.” Adeney, The Greek and Eastern Churches, págs. 527 e 528<br />
Abissínia: “Não é pela imitação dos judeus, mas em obediência a Cristo e Seus apóstolos, que observamos este dia [o sábado].” De um legado abissínio na corte de Lisboa, 1534, citado na História da Igreja da Etiópia, de Geddes, págs. 87 e 88<br />
<strong><br />
SÉCULO XVII</strong><br />
“Cerca de 100 igrejas guardadoras do sábado, a maioria independentes, prosperaram na Inglaterra nos séculos dezessete e dezoito.” Dr. Brian W. Ball, The Seventh-Day Men, Sabbatarians and Sabbatarianism in England and Wales, 1600-1800, Clarendon Press, Oxford University, 1994</p>
<p><strong>SÉCULO XVIII<br />
</strong>Alemanha: “Tennhardt de Nuremberg adere estritamente à doutrina do sábado, por ser um dos dez mandamentos.” J. A. Bengel, Leben und Wirken, pág. 579<br />
“Antes que Zinzendorf e os morávios de Belém [Pensilvânia] iniciassem a observância do sábado e prosperassem, havia um pequeno grupo de alemães observadores do sábado na Pensilvânia.” Rupp, History of the Religious Denominations in the United States<br />
“Os abissínios e muitos do continente europeu, especialmente na Romênia, Boêmia, Morávia, Holanda e Alemanha, continuaram a guardar o sábado. Onde quer que a igreja de Roma predominasse, esses sabatistas eram penalizados com o confisco de suas propriedades, multas, encarceramento e execução.” Coltheart, pág. 26</p>
<p><strong>SÉCULO XIX<br />
</strong>China: “Os taiping, quando interrogados sobre a observância do sábado, responderam que, em primeiro lugar, porque a Bíblia o ensina, e, em segundo, porque seus ancestrais o guardavam como dia de culto.” A Critical History of Sabbath and Sunday</p>
<p><strong>SÉCULO XX<br />
</strong>[Nota do editor: Há milhões de observadores do sábado no mundo, espalhados por mais de 25 denominações e centenas de congregações independentes, observadoras do sábado.]</p>
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		<title>O princípio da felicidade</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:27:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“No princípio, criou Deus os céus e a Terra” (Gênesis 1:1). Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador, era muito bela. Sua superfície era variada, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos lagos; as colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas e escabrosas, tendo em grande quantidade tremendos despenhadeiros [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><img class="alignleft size-full wp-image-38" title="mulher-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/mulher-sabado.jpg" alt="mulher-sabado" width="300" height="177" />“No princípio, criou Deus os céus e a Terra” (Gênesis 1:1).</span></p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador, era muito bela. Sua superfície era variada, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos lagos; as colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas e escabrosas, tendo em grande quantidade tremendos despenhadeiros e medonhos abismos como hoje elas são; as arestas agudas e ásperas do rochoso arcabouço da terra estavam sepultadas por sob o solo fértil, que por toda parte produzia um pujante crescimento de vegetação. Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos. Graciosos arbustos e delicadas flores saudavam a vista aonde quer que esta se volvesse. As elevações estavam coroadas de árvores mais majestosas do que qualquer que hoje exista. O ar, livre de qualquer poluição, era puro e saudável. Toda a paisagem excedia em beleza os terrenos ornamentados do mais refinado palácio. Os anjos olhavam este cenário com deleite, e alegravam-se com as maravilhosas obras de Deus.<br />
Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de demoradas fases de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que rebaixam o ser humano, despojando-o da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida.<br />
A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de micróbios, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Embora tenha sido formado do pó, Adão era filho “de Deus” (Lucas 3:38).<br />
O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem” do Pai (Hebreus 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o controle da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade.<br />
Ao sair das mãos do Criador, o homem era de elevada estatura e perfeita simetria. O rosto trazia a rubra coloração da saúde, e resplendia com a luz da vida e com alegria.1<br />
O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma “adjutora” – auxiliadora – a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia identificar-se completamente com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não deveria dominá-lo, como a cabeça, nem ser pisada por ele como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele.2<br />
O grande Jeová lançou os fundamentos da Terra; ornamentou o mundo inteiro com rara beleza, e encheu-o de coisas úteis ao homem; criou todas as maravilhas da Terra e do mar. Em seis dias a grande obra da Criação estava acabada. E Deus “descansou no sétimo dia de toda Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera” (Gênesis 2:2 e 3). Deus olhou com satisfação para a obra de Suas mãos. Tudo era perfeito, digno de seu Autor divino; e Ele descansou, não como alguém que estivesse cansado, mas satisfeito com os frutos de Sua sabedoria e bondade, e com as manifestações de Sua glória.<br />
Depois de repousar no sétimo dia, Deus o santificou, ou o pôs à parte, como dia de repouso para o homem. Seguindo o exemplo do Criador, o homem deveria repousar neste santo dia, a fim de que, ao olhar para o céu e para a Terra, pudesse refletir na grande obra da criação de Deus; e para que, ao contemplar as provas da sabedoria e bondade de Deus, seu coração pudesse encher-se de amor e reverência para com o Criador.</span></p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">Memorial – No Éden, Deus estabeleceu o memorial de Sua obra da criação, colocando a Sua bênção sobre o sétimo dia. O sábado foi confiado a Adão, pai e representante de toda a família humana. Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a Terra, de que Deus era seu Criador e legítimo Soberano; de que eles eram a obra de Suas mãos, e súditos de Sua autoridade. Assim, a instituição era inteiramente comemorativa, e foi dada a toda a humanidade. Nada havia nela prefigurativo, ou de aplicação restrita a qualquer povo.<br />
Deus viu a necessidade de o homem ter um dia de repouso, mesmo no Paraíso. Ele precisava pôr de lado seus próprios interesses e ocupações durante um dia dos sete, para que pudesse de maneira mais ampla contemplar as obras de Deus, e meditar em Seu poder e bondade.<br />
Necessitava de um sábado para, de maneira mais vívida, o fazer lembrar de Deus, e para despertar-lhe gratidão, visto que tudo quanto desfrutava e possuía viera das bondosas mãos do Criador.<br />
Era o propósito de Deus que o sábado encaminhasse a mente dos homens à contemplação de Suas obras criadas. A natureza fala aos sentidos, declarando que há um Deus vivo, Criador e supremo Governador de tudo. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite” (Salmo 19:1 e 2). A beleza que reveste a Terra é um sinal do amor de Deus. Podemos vê-Lo nas colinas eternas, nas árvores altaneiras, no botão que se entreabre, e nas delicadas flores. Tudo nos fala de Deus. O sábado, apontando sempre para Aquele que tudo fez, ordena aos homens abrirem o grande livro da natureza, e rastrear ali a sabedoria, o poder e o amor do Criador.3 </span></p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;">Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, págs. 44 e 45.<br />
2. Ibidem, pág. 46.<br />
3. Ibidem, págs. 47 e 48.</span></p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span><span style="font-size: 7.5pt;">Ellen G. White, autora mundialmente conhecida, escreveu dezenas de obras sobre religião, saúde e educação.</span></span><span><span style="font-size: x-small;"> </span></span></span></p>
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		<title>O ciclo semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:24:48 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-35" title="calendario-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/calendario-sabado.jpg" alt="calendario-sabado" width="300" height="225" />Semelhante ao sábado, a semana originou-se na criação, e foi preservada e trazida até nós através da história bíblica. O próprio Deus mediu a primeira semana como um modelo para as semanas sucessivas até o final do tempo. Como todas as outras, era composta de sete dias literais. Seis dias foram empregados na obra da criação; no sétimo dia Deus repousou, e então o abençoou e o separou como dia de descanso para o homem.</p>
<p>Na lei dada no Sinai, Deus reconheceu a semana, e os fatos sobre os quais ela se baseava. Depois de dar o mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”, e especificar o que deve ser feito nos seis dias e o que não deve ser feito no sétimo, Ele declara a razão para assim observar a semana, apontando para o Seu próprio exemplo: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Esta razão parece bela e impõe-se quando compreendemos serem literais os dias da criação. Os seis primeiros dias de cada semana são dados aos homens para o trabalho, porque Deus empregou o mesmo período da primeira semana na obra da criação. No sétimo dia o homem deve abster-se do trabalho, em comemoração ao repouso do Criador.</p>
<p>Dias literais – Mas a admissão de que os acontecimentos da primeira semana exigiram milhares de milhares de anos, fere diretamente a base do quarto mandamento. Representa o Criador ordenando que os homens observem a semana de dias literais em comemoração de períodos vastos, indefinidos. Isto não está conforme o Seu método de tratar com Suas criaturas. Torna indefinido e obscuro o que Ele fizera muito claro. É a incredulidade em sua forma mais traiçoeira, e portanto mais perigosa; seu verdadeiro caráter se acha tão disfarçado que é tal opinião mantida e ensinada por muitos que professam crer na Bíblia.</p>
<p>“Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua boca.” “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Salmo 33:6 e 9). A Bíblia não admite longas eras em que a Terra vagarosamente evoluiu do caos. De cada dia consecutivo da criação, o registro sagrado declara que consistiu de tarde e manhã, como todos os outros dias que vieram logo em seguida. No final de cada dia, viu-se o resultado da obra do Criador. No final do relato da primeira semana, é feita a seguinte declaração: “Estas são as origens do céu e da Terra, quando foram criados” (Gênesis 2:4). Mas isto não dá a entender que os dias da criação não eram dias literais. Cada dia foi chamado uma origem ou geração, porque nele Deus gerou, ou produziu alguma nova porção de Sua obra.<em>1</em></p>
<p>Há um esforço constante, feito com o fim de explicar a obra da criação, como resultado de causas naturais; e o raciocínio humano é aceito mesmo pelos cristãos professos, em oposição aos claros fatos das Escrituras Sagradas.</p>
<p>“As coisas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém, as reveladas são para nós e para nossos filhos para sempre” (Deuteronômio 29:29). Deus jamais revelou precisamente ao homem como Ele realizou a obra da criação; a ciência humana não pode pesquisar os segredos do Altíssimo. Seu poder criador é tão incompreensível como a Sua existência.<br />
Deus permitiu que uma inundação de luz fosse derramada sobre o mundo, tanto nas ciências como nas artes; mas quando professos cientistas tratam estes assuntos de um ponto de vista meramente humano, chegarão certamente a conclusões errôneas.<em>2</em></p>
<p>Muitos ensinam que a matéria possui força vital: que certas propriedades são comunicadas à matéria, e que então fica ela a agir por meio de sua própria energia inerente; e que as operações da natureza são dirigidas de acordo com leis fixas, nas quais o próprio Deus não pode interferir. Isto é ciência falsa, e não é apoiado pela Palavra de Deus. A natureza é serva de seu Criador. Deus não anula Suas leis, nem age contrariamente a elas; mas está continuamente a empregá-las como Seus instrumentos. A natureza testifica de uma inteligência, de uma presença, de uma energia ativa, que opera em suas leis e por meio das mesmas leis. Há na natureza a operação contínua do Pai e do Filho. Cristo diz: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (João 5:17).<em>3</em></p>
<p>Quanto ao que respeita a este mundo, a obra de Deus, da criação, está completa; pois as obras estavam “acabadas desde a fundação do mundo” (Hebreus 4:3). Mas a Sua energia ainda é exercida ao sustentar os objetivos de Sua criação. Não é porque o mecanismo, que uma vez fora posto em movimento, continue a agir por sua própria energia inerente que o pulso bate, que respiração se segue a respiração; mas cada respiração, cada pulsar do coração é uma prova daquele cuidado que tudo penetra, por parte dAquele em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28). Não é por causa de um poder inerente que ano após ano a Terra produz seus dons, e continua seu movimento em redor do Sol. A mão de Deus guia os planetas, e os conserva em posição na sua marcha ordenada através dos céus.</p>
<p>Deus é o fundamento de todas as coisas. Toda verdadeira ciência está em harmonia com Suas obras; toda verdadeira educação conduz à obediência ao Seu governo. A ciência desvenda novas maravilhas à nossa vista; faz altos vôos, e explora novas profundidades; mas nada traz de suas pesquisas que esteja em conflito com a revelação divina. A ignorância pode procurar apoiar opiniões falsas a respeito de Deus apelando para a ciência; mas o livro da natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro. Somos assim levados a adorar o Criador, e a depositar uma confiança inteligente em Sua Palavra. <em>4</em></p>
<p>Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, págs. 111 e 112.<br />
2. Ibidem, pág. 113.<br />
3. Ibidem, pág. 114.<br />
4. Ibidem, págs. 115 e 116.</p>
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		<title>Ele foi a Nazaré</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:21:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Brian Jones Nazaré, por volta do ano 15 d.C. Vemos uma carpintaria perto de uma estrada sinuosa e poeirenta, nas imediações da cidade – uma carpintaria que passa a semana inteira atarefada na bem-ordenada e eficiente produção de arados, jugos, mesas, cadeiras e outros artigos de madeira para uso no campo e no lar. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><img class="alignleft size-full wp-image-31" title="jesus-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/jesus-sabado.jpg" alt="jesus-sabado" width="300" height="400" />por Brian Jones</span></p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><strong>Nazaré, por volta do ano 15 d.C.</strong><br />
Vemos uma carpintaria perto de uma estrada sinuosa e poeirenta, nas imediações da cidade – uma carpintaria que passa a semana inteira atarefada na bem-ordenada e eficiente produção de arados, jugos, mesas, cadeiras e outros artigos de madeira para uso no campo e no lar. Embora situada em um bairro pobre, é sem dúvida a melhor carpintaria em toda a Palestina, pois Aquele que arquitetou e formou o Universo trabalha ali, ainda que incógnito, no momento. O ritmo do trabalho raramente diminui. Do primeiro dia da semana em diante, clientes são vistos entrando e saindo. Para seu sustento, muitos deles dependem do conserto imediato de seus implementos agrícolas ou da rápida produção de novos. Freqüentemente a noite chega antes de ouvir-se o último ruído do serrote, do martelo e da plaina, naquela humilde carpintaria de Nazaré.</span></p>
<p>Mas o que vemos no sexto dia da semana? O trabalho se encerra ao meio-dia. A carpintaria é varrida e limpada cuidadosamente; todas as ferramentas são colocadas em seu devido lugar. Nas primeiras horas da tarde, a carpintaria já está vazia e quieta, pois o sábado se aproxima e é dia de preparação. A família de José trabalha alegre e diligentemente para preparar sua casa para o santo dia de Deus, que é sempre bem-vindo. Avançando serenamente rumo ao horizonte, o sol lança seus raios dourados em exuberante profusão sobre verdes colinas e vales. As sombras aumentam à medida que o dia escurece em purpúreo crepúsculo. Durante a tarde, as ruas esvaziaram-se lentamente. Os pastores e agricultores retornam mais cedo do campo para casa. Até as crianças param de brincar bem antes do pôr-do-sol. O comovente som do shofar* de chifre de carneiro penetra o tranqüilo ar vespertino para anunciar a chegada das horas sagradas. Pouco depois, ouvem-se melodias em todos os lares. De maneira cativante, saudosos cânticos de Sião, anelantes pelo Paraíso, dão ao sábado as boas-vindas. As lâmpadas são acesas e o brilho da santa celebração, colorido com uma vida inteira de sagradas recordações, é refletido em todos os olhares.</p>
<p>A conversa gira em torno de temas celestiais durante a singela refeição familiar. Tanto ricos como pobres estão livres de seu trabalho semanal para mais um abençoado dia de sábado. Deus Se aproxima amorosamente para estar em comunhão com Seus filhos neste sagrado tabernáculo do tempo. A noite dissolve o crepúsculo e todos vão tranqüilamente dormir, pois os problemas da semana foram esquecidos e todos os fardos lançados sobre Aquele que cuida dos que são Seus. (Ver Salmo 55:22.)</p>
<p>Na manhã seguinte, a carpintaria continua fechada. Nenhum freguês se aproxima da porta e nem sequer a olha de passagem, pois todos os habitantes da cidade, saindo de mansões e cabanas, se dirigem a pé à sinagoga. Jesus e Sua família também vão.</p>
<p style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><strong>Nazaré, 27 d.C.<br />
</strong>Anos mais tarde, um jovem de face bronzeada, semblante sereno e familiar, une-se a um crescente grupo de adoradores em uma estrada freqüentemente trilhada. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler. Então, Lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. &#8230; Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos Lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios.” Lucas 4:16-19, 21 e 22.</span></p>
<p>O Senhor do sábado, cheio de graça e de verdade, viera para anunciar o definitivo repouso sabático, para restauração do ser humano, por meio do evangelho eterno. Em Sua vida e ensinos Ele exaltou e honrou a lei, guardando irrepreensivelmente todos os mandamentos de Seu Pai; e por meio de Seu sacrifício fez com que Sua justiça jorre como um poderoso manancial do Calvário a todo coração que O aceite. Deixou também o legado do Seu Espírito para conduzir Seus seguidores em toda a verdade, e declarou: “Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também.” João 13:15. Cristo demonstrou como santificar o sábado, sinal de Seu poder criador. Ele ensinou a Seus discípulos: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Cristo guardou o sábado tanto na vida como na morte. (Ver Lucas 23:50-56.) “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.” Hebreus 4:9.</p>
<p><span><span style="font-size: 7.5pt;"><span style="font-family: Arial;">*O shofar é uma corneta de chifre de carneiro que era tocada pelos sacerdotes judeus. É usada ainda hoje nas sinagogas ortodoxas.</span></span></span></p>
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		<title>Desde o princípio dos tempos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 14:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-28" title="paisagem-sabado" src="http://www.sabado.org/wp-content/uploads/2009/12/paisagem-sabado-257x300.jpg" alt="paisagem-sabado" width="257" height="300" />Antes da queda, nossos primeiros pais tinham guardado o sábado, que fora instituído no Éden; e depois de sua expulsão do Paraíso, continuaram sua observância. Haviam provado os amargos frutos da desobediência, e aprenderam o que todos os que pisam os mandamentos de Deus mais cedo ou mais tarde aprenderão: que os preceitos divinos são sagrados e imutáveis e que a pena da transgressão certamente será aplicada. O sábado foi honrado por todos os filhos de Adão que permaneceram fiéis para com Deus. Mas Caim e seus descendentes não respeitaram o dia em que Deus repousara. Escolheram o seu próprio tempo para o trabalho e para o descanso, sem consideração para com o mandado expresso de Jeová.<em>1</em><em><br />
</em><br />
Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó. Quando o povo escolhido esteve em cativeiro no Egito, muitos, em meio da idolatria dominante, perderam o conhecimento da lei de Deus; mas, quando o Senhor libertou Israel, proclamou-a com terrível majestade à multidão reunida, para que conhecesse a Sua vontade, e a Ele temesse e obedecesse para sempre.</p>
<p>Desde aquele dia até o presente, o conhecimento da lei de Deus tem-se preservado na Terra, e o sábado do quarto mandamento tem sido guardado. Posto que o “homem do pecado” conseguisse calcar a pés o santo dia de Deus, houve, contudo, mesmo no período de sua supremacia, ocultas nos lugares solitários, almas fiéis que lhe dispensavam honra. Desde a Reforma, tem havido alguns, em cada geração, a manterem a sua observância. Embora freqüentemente em meio de ignomínia e perseguição, constante testemunho tem sido dado da perpetuidade da lei de Deus e da obrigação sagrada relativa ao sábado da Criação.<em>2</em></p>
<p>O sábado, como um memorial do poder criador divino, designa a Deus como o que fez os céus e a Terra. Daí o ser ele uma testemunha constante de Sua existência, e lembrança de Sua grandeza, Sua sabedoria e Seu amor. Se o sábado tivesse sido observado de maneira sagrada, nunca teria havido um ateu ou idólatra.<br />
A instituição do sábado, que se originou no Éden, é tão antiga como o próprio mundo. Foi observado por todos os patriarcas, desde a criação. Durante o cativeiro no Egito, os israelitas foram obrigados por seus maiorais de tarefas a violar o sábado; e em grande parte perderam o conhecimento de sua santidade.</p>
<p>Quando a lei foi proclamada no Sinai, as primeiras palavras do quarto mandamento foram: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), mostrando que o sábado não foi instituído então; sua origem está ligada à criação. A fim de apagar a lembrança de Deus da mente dos homens, Satanás intentava destruir este grande memorial. Se os homens pudessem ser levados a esquecer seu Criador, não fariam esforços para resistir ao poder do mal, e Satanás estaria certo de sua presa.<em>3 </em></p>
<p>Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, págs. 80 e 81.<br />
2. O Grande Conflito, pág. 453.<br />
3. Patriarcas e Profetas, pág. 336.</p>
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